-44-

O que se constitui e o que não se constitui uma ofensa a Deus? O que nos torna indignos da Sua confiança? Do que somos perdoados? Do que precisamos sarar, a fim de nos libertar da morte eterna? Por qual razão seríamos condenados? Por que somos culpados perante Ele? Sabendo onde reside nossa culpa, e como ela se origina, estaremos habilitados a aplicar, acertadamente, o evangelho.

O conceito, a compreensão que tivermos, do que vem a ser pecado, influenciará nossa fé, nossa esperança de vitória, nossa atitude, nosso comportamento e nossa crença a respeito da nossa salvação.

Duas correntes antagônicas

Lamentavelmente, há, no Cristianismo, duas definições conflitantes, antagônicas, contrárias entre si, a respeito do que é pecado:

(a) Uma corrente que, equivocadamente, entende que pecado é também aquilo que somos, a nossa natureza com tendências hereditárias ao mal. O pecado teria existido [e existiria] em nós, independentemente das nossas decisões e mesmo antes delas! O pecado seria ‘como a barba’3, que pode ser aparada, mas não eliminada.

(b) A outra corrente que, acertadamente, define pecado como uma escolha. Se o pecado for consciente / voluntário, gera culpa!

 

3 Martinho Lutero.

Anterior <<     - Índice -     >> Próxima